Donald Trump diz que recebeu pedido de trégua do presidente do Irã, que nega
Donald Trump faz hoje pronunciamento sobre o futuro da guerra no Irã O mundo aguardava o pronunciamento que pode mudar os rumos da guerra no Irã. Na noite des...
Donald Trump faz hoje pronunciamento sobre o futuro da guerra no Irã O mundo aguardava o pronunciamento que pode mudar os rumos da guerra no Irã. Na noite desta quarta-feira (1º), Donald Trump fará um discurso à nação sobre o front de batalha. Mais cedo, Trump chegou a dizer que tinha recebido um pedido de trégua do presidente do Irã - uma informação que o regime dos aiatolás prontamente negou. Na semana em que a guerra completou um mês, o presidente virá a público fazer o primeiro pronunciamento à nação - em horário nobre nos Estados Unidos. Donald Trump vai falar do Cross Hall. Presidentes usam esse corredor com tapete vermelho para se dirigir à população em momentos históricos, de conquistas ou crises. Foi desse corredor que Trump anunciou a primeira operação militar contra o Irã, em junho de 2025. O presidente tem mandado sinais contraditórios sobre a justificativa, a missão e quando e como a guerra pode terminar. Em Washington, o clima é de muita incerteza. Parlamentares dos dois partidos estão divididos. Hora acham que o presidente pode anunciar uma saída da guerra, hora acham que ele pode anunciar uma ofensiva terrestre no Irã. Mas, segundo uma fonte, o presidente deve dizer na noite desta quarta-feira (1º) aos americanos que os Estados Unidos vão concluir a operação militar em até três semanas. Deve falar, ainda, que os militares estão cumprindo todas as metas, que incluem destruir o programa de mísseis, aniquilar a Marinha iraniana e a ameaça de grupos terroristas financiados pelo Irã. Além de garantir que Teerã não tenha uma arma nuclear. Nesta quarta-feira (1º), Trump foi questionado sobre o futuro do estoque de urânio, a matéria-prima das armas nucleares. Mas Trump disse que não liga para isso, que esse material está muito no subsolo e que os americanos podem monitorar à distância, por satélite. Mais cedo, ele também disse ter recebido um pedido de trégua do presidente do Irã. Donald Trump diz que recebeu pedido de trégua do presidente do Irã - que nega Jornal Nacional/ Reprodução Pela manhã, Donald Trump deu o tom do dia. Ele escreveu: “O presidente do novo regime do Irã, muito menos radicalizado e bem mais inteligente do que seus antecessores, acaba de pedir aos Estados Unidos um cessar-fogo. Consideraremos o pedido quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desobstruído. Até lá, continuaremos bombardeando até reduzir o Irã ao nada ou o faremos regredir à Idade da Pedra”. O Irã negou: “As declarações de Trump sobre o pedido por um cessar-fogo são falsas e infundadas”, afirmou a TV estatal, citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Horas depois, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian – que é o mesmo de antes da guerra – publicou uma longa carta ao povo americano. Ele disse que retratar o país como uma ameaça não condiz nem com a realidade histórica, nem com os fatos da atualidade. Mas, por décadas, o regime iraniano financiou grupos terroristas no Oriente Médio, que já atacaram tanto Israel quanto alvos americanos na região. O presidente lembrou que Teerã firmou um acordo nuclear com Estados Unidos e outros países. E, sem citar o nome de Trump, disse que um agressor estrangeiro resolveu sair do acordo nuclear e lançar dois ataques em meio a negociações. Ele afirmou ainda que a reação do Irã na guerra é “uma resposta fundamentada na legítima autodefesa”. Pezeshkian disse que os iranianos não são inimigos dos americanos e questionou se os Estados Unidos entraram na guerra porque estão sendo manipulados por Israel: “Quais dos interesses do povo americano estão sendo verdadeiramente servidos por esta guerra?”. Em nenhum momento na carta, o presidente pediu um cessar-fogo. Nesta quarta-feira (1º), Donald Trump voltou a colocar a liberação do Estreito de Ormuz na equação para encerrar a guerra. Mas, na terça-feira (31), Trump tinha jogado a responsabilidade pela abertura para os países que dependem do petróleo e do gás que passam por ali. Entre as idas e vindas, parece haver uma constante: as duras críticas a aliados históricos, como os países europeus. Nesta quarta-feira (1º), em uma entrevista ao jornal britânico “Telegraph”, Trump contou que está considerando seriamente retirar os Estados Unidos da Aliança Militar do Ocidente porque a Otan não apoiou a operação militar americana. Trump disse: “Nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e Putin também sabe disso”. Trump destacou o Reino Unido e menosprezou a força militar do país. Ele disse: “Vocês nem têm uma Marinha, é tudo velho demais”. O governo britânico proibiu militares americanos de usarem uma base no Oceano Índico para atacar o Irã. Os aliados reagiram. Um porta-voz do governo da Alemanha disse que o país segue comprometido com a Otan e lembrou que não é a primeira vez que Trump faz essa ameaça. A vice-ministra da Defesa da França afirmou que a Otan é uma aliança militar voltada para a segurança da Europa e do Atlântico, não para operações no Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que a Otan é a aliança militar mais eficaz que o mundo já viu e defendeu a decisão de não entrar no conflito no Oriente Médio: “Eu fui absolutamente claro: esta guerra não é nossa e não seremos arrastados para ela”. LEIA TAMBÉM Trump diz que Irã pediu cessar-fogo; governo iraniano nega: Declaração 'falsa e sem fundamento' Trump diz a agência que EUA vão deixar o Irã 'muito rapidamente', mas que podem voltar se necessário Sandra Cohen: Guerra no Irã implode a confiança entre Trump e aliados da Otan