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Adolescente suspeita de matar avô e tentar matar avó em RO vai ficar internada por tempo indeterminado

g1 em 1 Minuto RO: MP pede que adolescente suspeita de matar avô continue internada A adolescente suspeita de matar o avô, José dos Santos, e tentar matar a ...

Adolescente suspeita de matar avô e tentar matar avó em RO vai ficar internada por tempo indeterminado
Adolescente suspeita de matar avô e tentar matar avó em RO vai ficar internada por tempo indeterminado (Foto: Reprodução)

g1 em 1 Minuto RO: MP pede que adolescente suspeita de matar avô continue internada A adolescente suspeita de matar o avô, José dos Santos, e tentar matar a avó, Maria Aparecida, no município de Ariquemes (RO), vai cumprir medida socioeducativa de internação por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), após pedido do Ministério Público de Rondônia (MPRO). De acordo com a Polícia Militar, a jovem atirou contra os familiares dentro da casa onde moravam, na zona rural da cidade. O MP-RO informou que a audiência de apresentação ocorreu nesta quarta-feira (1º). A adolescente responde por atos infracionais equivalentes aos crimes de homicídio triplamente qualificado, tanto consumado quanto tentado. Segundo o Ministério Público, o crime foi cometido por motivos considerados torpes e fúteis, além do uso de recursos que dificultaram a defesa das vítimas. As investigações também indicam que a ação foi planejada e motivada por vingança. No dia 9 de março, a Justiça já havia decidido manter a internação provisória da adolescente. A medida foi determinada pela 2ª Vara Cível de Ariquemes, também após pedido do MPRO. Atualmente, a jovem segue internada na Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease), sem prazo definido para liberação. O g1 tenta localizar a defesa da adolescente. O caso A adolescente é apontada como a principal suspeita de matar o avô, José dos Santos, e tentar matar a avó, Maria Aparecida, no dia 24 de fevereiro em Ariquemes (RO). Segundo a Polícia Militar, ela teria atirado contra os familiares dentro da casa da família, localizada na zona rural do município. Maria Aparecida, que sobreviveu ao ataque, relatou à polícia que a neta pediu para que os avós se sentassem no sofá para conversar e, em seguida, disparou contra eles. O avô foi atingido pelas costas, enquanto a avó foi baleada na boca e no peito. Para escapar, Maria fingiu estar morta, o que fez a suspeita interromper os disparos. Após o crime, a suspeita fugiu em uma caminhonete vermelha. A polícia também investiga se o namorado dela, teria participado da ação. Momentos depois de ser baleada dentro de casa, Maria Aparecida, de 70 anos, conseguiu enviar um áudio para a família pedindo ajuda. Na mensagem, ela pediu que chamassem a polícia (escute abaixo). Idosa manda áudio pedindo ajuda após ser baleada em RO; neta é principal suspeita A avó foi atingida no rosto e também no tórax. A idosa foi socorrida e ficou alguns dias internada no Hospital Regional de Ariquemes. Segundo a família, ela está bem e se recupera em casa após as cirurgias que passou. Motivação do crime O crime pode ter cometido o crime após um conflito familiar envolvendo herança e transferências irregulares de dinheiro. A informação foi relatada pela filha das vítimas à Rede Amazônica. Segundo a filha dos idosos, Rosângela Lucas, a adolescente desviou cerca de R$ 350 mil da própria herança para a conta do namorado. O dinheiro era parte da herança deixada pela mãe da adolescente e estava sob a tutela do avô até que ela completasse 18 anos. Após descobrir o desvio, o idoso registrou um boletim de ocorrência e solicitou à Justiça o bloqueio dos valores para preservar o patrimônio. Ainda de acordo com Rosângela, ao saber da decisão judicial, a adolescente ficou irritada por não poder mais movimentar a conta. “Ela desviou esse dinheiro sem ir ao banco resolver com gerente. Conseguiu transferir tudo por meio de PIX. Metade desse dinheiro está na conta do namorado dela [...] Ela ficou com muita raiva porque não podia mais mexer no dinheiro. Esse valor só poderia ser acessado quando ela completasse 18 anos, junto com os bens que ficaram da mãe dela”, relatou. Rosângela também afirmou que, mesmo sem ter escolaridade, José ajudava a neta a lidar com questões jurídicas e a organizar documentos para garantir que ela recebesse a herança. “Uma pessoa da família fazer isso com o próprio avô, que sempre deu carinho, atenção, levava para passear e fazia tudo por ela [...] Chegar ao ponto de tirar a vida do meu pai é algo que não dá para entender”, desabafou. José dos Santos e Maria Aparecida Reprodução/acervo pessoal